quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Ameaça de superbactérias é problema sério de saúde pública


As superbactérias representam uma ameaça para a saúde pública. Foto: AFP As superbactérias representam uma ameaça para a saúde pública
Foto: AFPr

Angela Joenck Pinto
Há cerca de duas semanas, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou que a incidência de infecções por superbactérias resistentes a drogas atingiu níveis sem precedentes em todo o planeta. O sério problema já ameaça criar um cenário de proliferação de infecções incuráveis, e no Brasil as consequências desta realidade já começam a ser sentidas.
Segundo o chefe da área de infectologia da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), professor Francisco Hideo Aoki, a mobilidade de pessoas por todo o mundo hoje põe em risco os países, e uma vigilância preventiva seria necessária - além das medidas de bloqueio, ações simples como lavar as mãos podem ajudar muito no combate ao avanço desses organismos.
"Possibilidade há (de epidemias globais), com o fenômeno da globalização e com as pessoas cruzando o mundo em 24 horas no máximo", diz Aoki. "Por enquanto, não há antibióticos para tratamento destas infecções. E como por enquanto estes processos infecciosos estão restritos, é preciso ter uma vigilância muito grande de ordem epidemiológica para contenção do espalhamento destas bactérias pelo planeta. E pode, sim, ser um problema sério de saúde pública", afirma.
Em 2010, a superbactéria Klebsiella pneumoniae carbapenemase (KPC) causou medo no Brasil após infecções em hospitais espalhados pelo país. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reforçou o controle sobre receitas médicas de antibióticos, na tentativa de conter o avanço da KPC.
Segundo Aoki, essa superbactéria parece estar atualmente sob controle. "A situação está aparentemente melhor, com as vigilâncias das Comissões de Controle de Infecção Hospitalar locais", diz o médico.
Porém casos de infecções por superbactérias continuam nos noticiários. Na última semana, o Ministério Público (MP) de Alagoas instaurou inquérito civil para apurar mortes no Hospital Universitário (HU) supostamente ligadas a infecções provocadas pela superbactériaAcinetobacter baumannii.
Outra superbactéria que causa de preocupação mundial é a NDM-1. Ela chegou ao Reino Unido vinda de Nova Délhi (Índia) em 2010.
"A NDM-1, cujo nome é Nova Délhi Metalo-lactamase-1, é um grupo de bactérias que desenvolveram resistência a antibióticos avançados, que tem na sua conformação molecular o anel betalactâmico, e esta enzima a NDM-1 age contra este anel, resumidamente produzindo resistência a este antimicrobiano", falou Aoki.
O professor afirma que infecções causadas por esta bactéria podem atingir qualquer parte do corpo do ser humano e são de difícil tratamento com os antimicrobianos existentes. "Dada a intensa resistência que têm aos antibióticos, as possibilidades de tratamento ficam muito reduzidas se não forem controladas ou se não se houver uma combinação de antimicrobianos", explica.
Segundo a OMS, a cada ano mais de 25 mil pessoas morrem na União Europeia em decorrência de infecções de bactérias que driblam até mesmo antibióticos recém-lançados. Para a organização, a situação chegou a um ponto crítico em que é necessário um esforço conjunto urgente para produzir novos medicamentos.
Bureau Assessoria e Conteúdo - Especial para o Terra

sexta-feira, 4 de novembro de 2011


04 de novembro: Dia do Inventor


Os inventores também têm o seu dia
Heidi Strecker*
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação 

Professor Pardal, o personagem-inventor de Walt Disney


Eureka! Achei! Achei!

Dizem que o filósofo grego Arquimedes gritou essas palavras quando, dentro de uma banheira, descobriu a lei do empuxo (que diz que todo corpo mergulhado num fluido sofre uma força de baixo para cima). 

Foi o primeiro inventor. Ou não? Dizem que a roda, muito tempo antes, foi a maior invenção de todos os tempos. E o que dizer de quem inventou o alfabeto?

As grandes invenções não param de acontecer. Johann Gutemberg inventou a imprensa. A partir daí surgiram os livros e os jornais. Dizem que o grande pintor Leonardo da Vinci inventou o a bóia, o robô, a bicicleta e o pára-quedas. James Watt inventou a máquina a vapor. Depois foi a eletricidade, o telégrafo, a fotografia, o telefone, o cinema. 

Mas o que dizer daqueles que todos os dias pensam em algum jeito novo de fazer as coisas?

Meu pai, por exemplo, era metido a inventor. Inventou um dia um tijolo feito de arroz. Ficávamos observando aquela pilha de tijolos atravancando o quintal. Levíssimos. Ah, sim, mais resistentes e mais baratos. Mas coisa pior aconteceu quando a lavanderia de casa ficou inundada. Era água pra todo lado. É que o inventor tinha embutido uma máquina de lavar na parede! Pra ocupar menos espaço - dizia.

Mas a paixão dele eram as máquinas. Ainda não existia o computador e a máquina de escrever era um grande invento. Papai cismou de fazer uma máquina diferente: em vez de o papel rodar pelo carro da máquina, era a máquina que andava por cima do papel. Era engraçado! Depois ele inventou um método pra ensinar a digitar. Ele cobria as teclas com tinta colorida. Dessa vez o método funcionou, foi até industrializado. 

Um dia, finalmente, depois de muito errar e tentar de novo, ele (que era professor) inventou um novo método de alfabetização. Deu certo! Muita gente passou a aprender a ler e escrever pelo método natural de alfabetização. Eureka!

Sempre tem um jeito novo de fazer as coisas. Sempre tem coisas novas para se inventar. Você já inventou o quê?

Dia 4 de novembro é o seu dia! Viva o inventor!


*Heidi Strecker é filósofa e educadora.



SAIBA MAIS SOBRE ESTA DATA, CLICANDO NO SEGUINTE LINK:

http://pt.wikipedia.org/wiki/4_de_novembro

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Nasa: base da vida na Terra pode ter vindo do espaço

Pesquisa encontra elementos fundamentais do código genético em meteoritos

DNA Cientistas analisaram o DNA de milhares de pessoas e identificaram diferenças genéticas que fazem alguns indivíduos mais suscetíveis à infecção (Comstock)
Uma nova pesquisa da Nasa mostra que alguns componentes fundamentais do DNA encontrados em uma série de meteoritos não são resultado de contaminação na Terra e sim que surgiram no espaço. O estudo, que será publicado na edição desta semana do periódico Proceedings of the National Academy of Sciences (Anais da Academia Americana de Ciências), dá força à hipótese de que a vida na Terra tenha vindo do espaço na carona de meteoritos.

Elementos do DNA — as moléculas que carregam as instruções genéticas que são a base da vida — são encontrados em meteoritos desde a década de 1960. Mas os cientistas não tinham certeza se estas bases haviam vindo no espaço ou foram parar nos objetos por contaminação em terra. Por exemplo, cientistas já haviam achado aminoácidos (uma molécula orgânica) em amostras de um cometa e em vários meteoritos ricos em carbono. Os aminoácidos entram na composição das proteínas, espécie de combustível da vida que está presente em diversas estruturas, de células do cabelo às enzimas.

Ao analisar 12 meteoritos, a equipe da Nasa encontrou dessa vez nucleotídeos, partes constituintes da espiral do DNA. São estes blocos que dizem às células quais proteínas devem ser produzidas. Associados aos nucleotídeos, os cientistas encontraram rastros de outras três moléculas, duas das quais quase nunca aparecem na biologia conhecida na Terra.

A concentração destas moléculas também serviu de pista de sua origem extraterrestre. Em amostras de rocha da Antártida, local onde os meteoritos foram encontrados, a concentração dessas substâncias é da ordem de partes por trilhão, enquanto nos meteoritos a quantidade é muito maior: partes por bilhão. Por fim, os pesquisadores descobriram que algumas das bases encontradas nos meteoritos foram produzidas por reações químicas possíveis apenas em laboratório, forte indicação de que não houve contaminação.

Os autores do estudo sugerem no mesmo artigo que existe uma classe de meteorito — CM2 — com características ideais para produzir as moléculas elementares do código genético humano.
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Fonte: Revista Veja

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Gonorreia vira superbactéria resistente a antibióticos

Mutação pode ser ameaça à saúde pública global. Foto: Getty Images Mutação pode ser ameaça à saúde pública global
Foto: Getty Images

A gonorreia, doença sexualmente transmissível (DST), se tornou uma superbactéria, resistente a todos os antibióticos recomendados para o tratamento da doença, e passa a ameaçar a saúde pública global. As informações são do Daily Mail. De acordo com os cientistas, foi descoberta uma variação da DST no Japão, chamada H041. Magnus Unemo, do Laboratório de Referência Sueca para Neisseria Patogênicas, definiu a situação como "alarmante".

Para a gonorreia comum existe um tratamento simples, no entanto, a mutação da doença exigiu o teste de medicamentos desconhecidos no intuito de combater a superbactéria. A análise da equipe concluiu que o organismo é extremamente resistente a todos os antibióticos da classe das cefalosporinas - as drogas eficazes no tratamento contra a gonorreia.

"Desde que os antibióticos se tornaram o tratamento padrão para a gonorreia em 1940, esta bactéria tem demonstrado uma notável capacidade de desenvolver mecanismos de resistência a todos os medicamentos introduzidos para controlá-lo", disse Magnus Unemo, do Laboratório de Referência Sueca para Neisseria Patogênicas. Segundo ele, a superbactéria pode se espalhar pelo mundo dentro de dez anos. Por isso, Rebecca Findlay, da saúde sexual da Family Planning Association (FPA), reforçou a importância do uso de preservativos como método preventivo da doença. "Obviamente, é melhor prevenir do que remediar", afirmou.
 
A doença
A gonorreia é uma infecção bacteriana sexualmente transmissível. Se não tratada, pode levar à doença inflamatória pélvica, gravidez ectópica e infertilidade nas mulheres. A DST pode causar epididimite, uma condição dolorosa nos dutos ligados aos testículos que podem levar à infertilidade. A gonorreia ainda pode ser fatal, caso a bactéroa se espalhe para o sangue ou articulações.

A infecção ocorre principalmente entre jovens com idades entre 16 e 24 anos. Este perfil respondeu por quase metade dos 16,5 mil novos casos de gonorreia relatados em 2008.
Terra

terça-feira, 14 de junho de 2011

Bactéria E.coli mata bebê de 2 anos na Alemanha ( Por Dandara Medeiros )

Agência Estado
Um bebê alemão de 2 anos tornou-se hoje a primeira criança a morrer por causa de um surto de uma cepa virulenta da bactéria Escherichia coli (E.coli). Com isso, subiu para 37 o número de mortes causadas pela bactéria na Europa.
A criança morreu em um hospital em Hannover, após se infectar com a E.coli enterohemorrágica (EHEC), informaram autoridades na Baixa Saxônia, um Estado do norte da Alemanha. O restante da família também adoeceu, porém se recupera, segundo as autoridades.

Quase todas as mortes pela E.coli ocorreram na Alemanha. A única vítima fora do país foi uma mulher na Suécia, que havia retornado recentemente de uma viagem ao território alemão. Já foram registradas 3.255 pessoas que adoeceram por causa da bactéria, em 14 países europeus e também nos Estados Unidos e no Canadá, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). De todos esses casos, apenas cinco não ocorreram em pessoas que haviam visitado recentemente a Alemanha.
O Instituto Robert Koch, agência nacional de doenças alemã, informou hoje que o número de novas infecções tem caído nos últimos dias. De todos os infectados, 782 apresentam quadros graves. As informações são da Dow Jones.

sábado, 4 de junho de 2011

Novo tipo de bactéria superresistente é identificado na Grã-Bretanha

Versão é um 'Staphylococcus aureus' resistente a derivados da penicilina.
Nova cepa não é detectada pelos métodos tradicionais de pesquisa.

Do G1, em São Paulo
Cientistas da Universidade de Cambrigde, na Grã-Bretanha, descobriram um novo tipo de superbactéria: uma cepa até então desconhecida do Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA, na sigla em inglês).

O achado foi relatado na revista médica "Lancet Infectious Diseases".

O micro-organismo foi encontrado em amostras de leite colhidas de vacas, durante uma pesquisa sobre mastite.

Mas, segundo Laura Garcia-Álvarez, autora principal do artigo científico que relata a descoberta, a nova versão dos MRSAs está presente tanto nos bovinos como em humanos.

As amostras em homens foram encontradas na Escócia, Inglaterra, Dinamarca, Irlanda e Alemanha.
Os micro-organismos Staphylococcus são comuns na natureza e podem estar presentes na pele de até 15% dos humanos, somente causando infecções quando entram no corpo através de cortes e ferimentos.

Para combater esta bactéria, normalmente são usados medicamentos derivados da penicilina.

O problema surge quando alguns tipos de Staphylococcus aureus, a espécie mais violenta de gênero de bactéria que sempre causa doenças, tornam-se resistentes a essas drogas.

A ameaça ao corpo é a mesma que a de um Staphylococcus aureus normal, mas as opções de tratamento diminuem. Infecções por MRS,

As são mais frequentes em ambientes hospitalares, locais onde a resistência a antibióticos é favorecida.

A nova cepa não é detectada pelo métodos consagrados para identificar os Staphylococcus aureus resistentes à metilicina.

Ela possui uma versão do gene mecA, porém apenas 60% fiel ao original encontrado em outras MRSAs.

domingo, 29 de maio de 2011

Bactéria letal mata pelo menos 10 pessoas e afeta outras 300 na Alemanha

Autoridades de saúde da Alemanha afirmam que pelo menos dez pessoas já morreram e outras 300 estão sendo tratadas no país devido à infecção por um tipo letal da bactéria E. Coli.
O governo suspeita que pepinos orgânicos importados da Espanha e contaminados com a bactéria possam ser a causa da epidemia.
De acordo com o correspondente da BBC Mark Lobel, este tipo de contaminação é a maior já registrada na Alemanha e uma das maiores em todo o mundo, de acordo com especialistas suecos em controle de doenças.
A maior parte das mortes, causadas pela ingestão de alimentos contaminados, ocorreu na cidade de Hamburgo, no norte do país.
O tipo de bactéria registrado na Alemanha é o E. Coli enterohemorrágico (EHEC), que causa diarreia com sangramento e pode levar à insuficiência renal.
Lobel diz que, diferentemente da maioria dos casos da doença, que afeta em geral crianças de até cinco anos de idade, quase todos os infectados na Alemanha são adultos, em sua maioria mulheres.
Segundo o correspondente da BBC, pessoas originárias da Alemanha já apareceram doentes em países como Suécia, Dinamarca, Holanda e Grã-Bretanha.
Especialistas em saúde do governo alemão estão recomendando à população do norte do país que não consuma tomates, pepinos ou alface crus.
"Também é possível que haja infecções secundárias durante esta epidemia", disse à BBC a cientista da Universidade de Munster, Helge Karch. "Estas novas infecções se espalham de pessoa para pessoa, mas podem ser evitadas", afirmou.
"Por isto, precisamos fazer todo o possível para assegurar que a higiene pessoal das pessoas seja aprimorada."
Outros países
As autoridades alertaram que os pepinos possivelmente infectados podem ter sido enviados para República Checa, Áustria, Hungria e Luxemburgo.
De acordo com Lobel, restrições foram impostas sobre dois exportadores de pepinos espanhóis, embora não se saiba se a infecção ocorreu na Espanha, durante a viagem dos produtos ou na chegada dos alimentos à Alemanha.
O grupo de bactérias Escherichia coli (abreviada como E. Coli) é grande e diversificado, formado em sua maioria por cepas inofensivas. No entanto, alguns tipos de E. Coli podem causar diarreia, infecções urinárias, doenças respiratórias e pneumonia.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Após casamento visto por milhões, Kate e William festejam em Londres


Após o casamento que foi assistido por milhões em todo mundo, o príncipe William e sua mulher, Kate Middleton, agora participam de recepções para os centenas de convidados do enlace, ocorrido pela manhã em Londres.
A polícia londrina estima que cerca de um milhão de pessoas acompanharam nas ruas a cerimônia e passagem dos noivos, que se casaram na Abadia de Westminster. Outras centenas de milhões de pessoas assistiram à cerimônia pela televisão ou pela internet ao redor do mundo.
Depois do casamento, os recém-casados seguiram para o Palácio de Buckingham, residência oficial da rainha Elizabeth 2ª em Londres.
Lá a monarca foi anfitriã da primeira recepção.
Um banquete foi oferecido para os mais de 600 convidados, entre eles chefes de Estado, celebridades, amigos e familiares do casal.
À noite, o duque e a duquesa de Cambridge – títulos que William e Kate agora passam a ostentar – seguiram para uma segunda recepção, desta vez promovida pelo pai do noivo, o príncipe Charles.
Segurança
William e Kate
Polícia montou grande esquema de segurança para o casamento
A polícia montou um grande esquema de segurança para garantir que o casamento transcorresse tranquilamente.
Mais de 50 pessoas foram presas, a maioria por pequenos distúrbios. Dez dos detidos carregavam cartazes contra a monarquia ou equipamentos de escalada.
A polícia também manteve sob observação dois pequenos protestos contra o casamento no centro de Londres, mas disse que ambos permaneceram calmos.
Cerca de 1,9 mil convidados compareceram à cerimônia, e entre 3 mil e 5 mil pessoas acamparam durante a noite ao redor da abadia.
Outros milhares dormiram acampados ao longo da rota do casal, entre a igreja e o Palácio de Buckingham.
William e Kate desfilaram após a cerimônia na carruagem State Landau 1902, aberta, que também foi usada no casamento dos pais do príncipe, Charles e Diana, em 1981.
A cerimônia transcorreu como planejado, embora William tenha se atrapalhado ao colocar o anel no dedo de Kate. O anel parecia ser pequeno demais para o dedo da noiva, mas, com um pouco de esforço, acabou entrando.
Seguindo a tradição, a joia foi feita com ouro de Gales e dado ao noivo pela rainha. Elizabeth 2ª também emprestou a Kate a tiara de diamantes que ela usou sob o véu.
Pontualmente às 13h25 (horário de Londres), como previsto, William e Kate apareceram na sacada do Palácio de Buckingham ao lado da rainha Elizabeth 2ª, dos pais de Kate, Carole e Michael, do príncipe Charles e outros membros da família real.
Para delírio da multidão que se aglomerava à frente do palácio, os dois trocaram seu primeiro beijo público.
Clique Leia mais na BBC Brasil: Sob os olhos do mundo, Kate e William se tornam marido e mulher
Vestido
Kate Middleton chegou à abadia usando um vestido longo e branco, de mangas rendadas, deixando entrever os ombros. O trabalho foi feito pela Escola Real de Costura, em Hampton Court.
William, Kate e a família real na sacada do Palácio de Buckingham
William e Kate acenaram do Palácio de Buckingham para a multidão
Sob o véu de 2,7 metros, Kate usava uma tiara de diamantes e dois delicados brincos de brilhantes.
A peça foi desenhada por Sarah Burton, diretora de criação da grife fundada por Alexander McQueen, ícone da moda britânica morto no ano passado.
Segundo uma leitura labial feita por um especialista a pedido do jornal The Guardian, as primeiras palavras de William ao ver a noiva - que caminhou por uma avenida de árvores dentro da igreja - foram "você está linda".
William vestia uniforme militar e a esperava ao lado do irmão, o príncipe Harry, padrinho do casamento.
O casal foi oficialmente casado pelo arcebispo de Cantuária às 11h20 (7h20 em Brasília).
Com o casamento, Kate passa a ser duquesa de Cambridge, já que, horas antes, a rainha Elizabeth 2ª concedeu o título de duque de Cambridge a William.
O príncipe também se tornou conde de Strathearn e Barão Carrickfergus, transformando Kate em Condessa de Strathearn e Baronesa Carrickfergus.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Dilma diz que governo deve conviver com críticas da imprensa

DE SÃO PAULO
Durante a cerimônia de comemoração dos 90 anos da Folha de S.Paulo, a presidente da República, Dilma Rousseff, declarou que o governo "deve saber conviver com as críticas dos jornais para ter um compromisso real com a democracia" e que deve haver um convívio "civilizado com a multiplicidade de opiniões, crenças e propostas."
Alckmin classifica liberdade de imprensa como 'pleonasmo'
Kassab diz que Folha é 'importante' para a liberdade de imprensa
Otavio Frias Filho reafirma compromissos editoriais da Folha
Ato multirreligioso celebra 90 anos da Folha
A presidente celebrou a existência de liberdade de imprensa no Brasil e afirmou que ser jornalista no Brasil tem sido um ato de coragem.
"A censura obrigou o primeiro jornal brasileiro a ser impresso em Londres em 1808. De Líbero Badaró a Vladimir Herzog, ser jornalista no Brasil tem sido um ato de coragem."
"Livre, plural e investigativa, a imprensa é imprescindível para a democracia num país como o nosso, que, além de continental, agrega diferenças culturais."
A presidente disse ainda que no Brasil, "com uma democracia tão nova", "devemos preferir o som das vozes criticas da imprensa livre ao silêncio das ditaduras".
NOVOS TEMPOS
Dilma declarou que a imprensa escrita atravessa um momento histórico devido aos avanços tecnológicos. "A internet modificou para sempre a relação dos leitores com os jornais."
O grande desafio, disse ela, é "oferecer um produto que não perca profundidade e como tornar as críticas dos leitores um ativo dos jornais".
A petista disse ainda acreditar que, "com a mesma dedicação que enfrentaram censura, [os jornais] vão enfrentar as respostas para esse novo desafio".


HOMENAGEM

A presidente afirmou que Octavio Frias de Oliveira (1912-2007), publisher da Folha, é referência para toda a imprensa nacional.
"Ele foi um exemplo de jornalismo dinâmico e inovador. Trabalhador desde os 14 anos de idade, ele transformou a Folha de S.Paulo em um dos jornais mais importantes do país e foi responsável por revolucionar a forma de fazer jornalismo no nosso Brasil."
Ela lembrou que o jornal ocupou um papel "decisivo em momentos marcantes da nossa história, como foi o caso das Diretas Já".

Jorge Araújo/Folhapress
ORG XMIT: XXX SAO PAULO) SP 21 02 2011 90 ANOS DE FOLHA A presidente Dilma Rousseff, artistas,empresarios, ministros e autoridades durante cerimonia dos 90 anos de Folha na sala São Paulo Jorge Araujo Folha Press
Para a presidente Dilma Rousseff, 'ser jornalista no Brasil tem sido um ato de coragem'
VEJA A ÍNTEGRA DO DISCURSO DE DILMA ROUSSEFF
Eu queria desejar boa noite a todos os presentes.
Cumprimentar o sr. Michel Temer, vice-presidente da República, o nosso governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, e a senhora Lu Alckmin. Queria cumprimentar o senador José Sarney, presidente do Senado. Queria cumprimentar também o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Cumprimentar o presidente da Câmara dos Deputados, deputado Marco Maia. O ministro Cezar Peluso, presidente do Supremo Tribunal Federal, por meio de quem cumprimento os demais ministros do Supremo presentes a esta cerimônia.
Queria cumprimentar a família Frias, o Luiz, o Otavio, a Maria Cristina, e queria cumprimentar também o senhor José Serra, ex-governador do Estado.
Dirijo um cumprimento especial também aos governadores aqui presentes e também aos ministros de Estado que me acompanham nesta cerimônia. Cumprimento o senhor Barros Munhoz, presidente da Assembleia Legislativa do Estado.
Queria cumprimentar também todos os senadores, deputados e senadoras, deputados e deputadas federais, deputados e deputadas estaduais. Queria cumprimentar o senhor Paulo Skaf, presidente da Fiesp. Dirigir um cumprimento especial aos representantes das diferentes religiões que estiveram neste palco.
Dirigir também um cumprimento a todos os funcionários do Grupo Folha. Queria cumprimentar os senhores e as senhoras jornalistas. E a todos aqueles que contribuem para que a Folha seja diariamente levada até nós.
Eu estou aqui representando a Presidência da República, estou aqui como presidente da República. E tenho certeza que cada um de nós percebe, hoje, que o Brasil é um país em desenvolvimento econômico acelerado. Que aspira ser, ao mesmo tempo, um país justo, uma nação justa, sem pobreza, e com cada vez menos desigualdade. Para todos nós isso não é concebível sem democracia. Uma democracia viva, construída com esforço de cada um de nós, e construída ao longo destes anos por todos aqui presentes. Que cresce e se consolida a cada dia. É uma democracia ainda jovem, mas nem por isso mais valorosa e valiosa.
A nossa democracia se fortalece por meio de práticas diárias, como os diferentes processos eleitorais. As discussões que a sociedade trava e que leva até as suas representações políticas. E, sobretudo, pela atividade da liberdade de opinião e de expressão. E, obviamente, uma liberdade que se alicerça, também, na liberdade de crítica, no direito de se expressar e se manifestar de acordo com suas convicções.
Nós, quando saímos da ditadura em 1988, consagramos a liberdade de imprensa e rompemos com aquele passado que vedava manifestações e que tornou a censura o pilar de uma atividade que afetou profundamente a imprensa brasileira.
A multiplicidade de pontos de vista, a abordagem investigativa e sem preconceitos dos grandes temas de interesse nacional constituem requisitos indispensáveis para o pleno usufruto da democracia, mesmo quando são irritantes, mesmo quando nos afetam, mesmo quando nos atingem.
E o amadurecimento da consciência cívica da nossa sociedade faz com que nós tenhamos a obrigação de conviver de forma civilizada com as diferenças de opinião, de crença e de propostas.
Ao comemorar o aniversário de 90 anos da Folha de S.Paulo, este grande jornal brasileiro, o que estamos celebrando também é a existência da liberdade de imprensa no Brasil.
Sabemos que nem sempre foi assim. A censura obrigou o primeiro jornal brasileiro a ser impresso em Londres, a partir de 1808. Nesses 188 anos de independência, é necessário reconhecer que na maior parte do tempo a imprensa brasileira viveu sob algum tipo de censura. De Líbero Badaró a Vladimir Herzog, ser um jornalista no Brasil tem sido um ato de coragem. É esta coragem que aplaudo hoje no aniversário da Folha.
Uma imprensa livre, plural e investigativa, ela é imprescindível para a democracia num país como o nosso, que além de ser um país continental, é um país que congrega diferenças culturais apesar da nossa unidade. Um governo deve saber conviver com as críticas dos jornais para ter um compromisso real com a democracia. Porque a democracia exige sobretudo este contraditório, e repito mais uma vez: o convívio civilizado, com a multiplicidade de opiniões, crenças, aspirações.
Este evento é também uma homenagem à obra e ao legado de um grande empresário. Um homem que é referência para toda a imprensa brasileira. Octavio Frias de Oliveira foi um exemplo de jornalismo dinâmico e inovador. Trabalhador desde os 14 anos de idade, Octavio Frias transformou a Folha de S.Paulo em um dos jornais mais importantes do nosso país. E foi responsável por revolucionar a forma de se fazer jornalismo no nosso Brasil.
Soube, por exemplo, levar o seu jornal a ocupar espaços decisivos em momentos marcantes da nossa história, como foi o caso da campanha das Diretas-Já. Soube também promover uma série de inovações tecnológicas, tanto nas versões impressas dos seus jornais, como nas novas fronteiras digitais da internet.
Reafirmo nessa homenagem aos 90 anos da Folha de S.Paulo meu compromisso inabalável com a garantia plena das liberdades democráticas, entre elas a liberdade de imprensa e de opinião.
Sei que o jornalismo impresso atravessa um momento especial na sua história. A revolução tecnológica proporcionada pela internet modificou para sempre os hábitos dos leitores e, principalmente, a relação desses leitores com seus jornais. Como oferecer um produto que acompanhe a velocidade tecnológica e não perca a sua profundidade? Como aceitar as críticas dos leitores e torná-las um ativo do jornal?
Sei que as senhoras e os senhores conhecem a dimensão do desafio que enfrentam, e que, com a mesma dedicação com que enfrentaram a censura, irão encontrar a resposta para esse novo desafio. E desejo a vocês o que nesse caminho sintetiza melhor o sucesso: que dentro de 90 anos a Folha continue sendo tão importante como agora para se entender o Brasil.
É nesse espírito que parabenizo a Folha pelos seus 90 anos. Parabenizo cada um daqueles que contribuem, e daquelas que contribuem, para que ela chegue à luz. A todos esses profissionais que lhe dedicam diariamente o melhor do seu talento e do seu trabalho.
Por fim, reitero sempre, que no Brasil de hoje, nesse Brasil com uma democracia tão nova, todos nós devemos preferir um milhão de vezes os sons das vozes críticas de uma imprensa livre ao silêncio das ditaduras.
Muito obrigada.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Tesouros de Corumbá são destaques na revista Folha do Turismo

Assessoria/JG



Com o título principal "Tesouros de Corumbá", Corumbá e o Pantanal foram destaques da edição 375, de janeiro de 2011, da Revista Folha do Turismo, do Grupo Folha Dirigida. São 16 páginas com 27 fotos coloridas e textos da jornalista Bianca Souza, retratando a Cidade Branca, o Rio Paraguai, a fauna e a flora, passeios, a travessia no Porto da Manga, a pesca, o Casario do Porto, serviços, a culinária e o artesanato, com destaque para dona Izulina Xavier.
Corumbá é também destaque de capa da revista, focando as "tradições e atrações da cidade que é o portão de entrada do Pantanal Sul". A extensa reportagem integra uma edição em que o Grupo faz uma viagem às três cidades mais importantes dos Estados Unidos, Nova York, Miami e São Francisco; à Alemanha, com destaque para o automobilismo.
Em seu editorial, a revista observa que "de volta ao Brasil nada melhor que aproveitar a temporada para uma visita ao Pantanal sul-mato-grossense. Enviamos uma repórter para a cidade de Corumbá, porta de entrada deste bioma legitimamente brasileiro, que abriga uma imensa diversidade de flora e fauna. As belezas do coração do Brasil forma um dos mais belos roteiros turísticos do país, simplesmente imperdível".
Na revista, Bianca Souza retrata um pouco da história de Corumbá. A riqueza que chegou pelo rio Paraguai, o maior porto fluvial da América Latina; o seu projeto arquitetônico, com destaque para o Casario do Porto; a sua variedade turística; a divisa com a Bolívia; o Pantanal, seus atrativos naturais, a fauna e a flora; a Estrada Parque; o Passo do Lontra; rio Vermelho; a pesca esportiva; os atrativos urbanos; o Muhpan e a Estação Natureza Pantanal; a culinária e a influência dos vizinhos (Bolívia e Paraguai).
A artista plástica Izulina Xavier e a sua arte também recebem tratamento especial, com destaque para a imagem do Cristo Rei do Pantanal, além da Casa Massa Barro; Casa do Artesão; seus hotéis (urbanos e rurais); barcos hotéis; onde comer, aonde ir, bem como informações básicas para o turista, tais como chegar, quem leva e receptivo.