domingo, 15 de novembro de 2009

Dengue: MS participa de pesquisa inédita com armadilhas para mosquito

O principal objetivo da pesquisa é conferir qual dos métodos utilizados é mais eficaz na captura, principalmente, das fêmeas do mosquito para auxiliar no controle de vetores e possibilitar um melhor monitoramento.

Crédito: Edemir Rodrigues

As regiões Norte, Centro-oeste, Nordeste e Sudeste vão participar de estudo inédito, realizado pelo Ministério da Saúde, sobre a eficácia e eficiência de armadilhas para mosquito da dengue.

O principal objetivo da pesquisa é conferir qual dos métodos utilizados é mais eficaz na captura, principalmente, das fêmeas do mosquito para auxiliar no controle de vetores e possibilitar um melhor monitoramento das regiões com os maiores índices de incidência do mosquito. Assim, as ações de prevenções poderão ser melhor planejadas.

Serão testados os modelos Adultrap (da Universidade de São Paulo), Ouvitrampa (da Universidade Federal de Minas Gerais) e o BG-Trap. Na região Centro-oeste, somente o município de Campo Grande participará da pesquisa que será aplicada nos bairros Guanandi, Planalto e Vila Carvalho. A escolha desses locais foi estritamente técnica levando em conta, entre outros critérios, o índice de infestação do mosquito, a população e o tamanho dos bairros.

O estudo vai durar dois anos, ou seja, em todas as estações (verão, outono, inverno e primavera), as armadilhas serão testadas para somente depois o ministério ter o resultado científico final dos produtos testados.

As armadilhas serão colocadas em algumas residências dos locais definidos por técnicos capacitados pelos pesquisadores da Fundação Osvaldo Cruz (FioCruz). O treinamento dos técnicos aconteceu nos dias 5 e 6 de novembro e a definição de campo no dia 9. A duração do tempo em que cada armadilha permanecerá nas residências deve variar em até sete dias/mês.

O ministério atento às inovações tecnológicas e com intuito de, cada vez mais, possuir ferramentas de trabalho que contribuam para a prevenção da doença tomou a iniciativa de realizar este estudo para confirmar, de fato, o que os fabricantes dos modelos afirmam, pois os produtos já estão à venda no mercado.

Estão à frente do estudo o Ministério da Saúde - por meio do Programa Nacional de Combate à Dengue (PNCD) -, a Secretaria de Estado de Saúde em MS, a FioCruz e a Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande (Sesau).

A doença

A dengue é uma doença febril aguda causada por um vírus de evolução benigna, na maioria dos casos, e seu principal vetor é o mosquito Aedes aegypti, que se desenvolve em áreas tropicais e subtropicais.

O vírus causador da doença possui quatro sorotipos: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4. A infecção por um deles dá proteção permanente para o mesmo sorotipo e imunidade parcial e temporária contra os outros três.

Existem duas formas de dengue: a clássica e a hemorrágica. A dengue clássica apresenta-se geralmente com febre, dor de cabeça, no corpo, nas articulações e por trás dos olhos, podendo afetar crianças e adultos, mas raramente mata. A dengue hemorrágica é a forma mais severa da doença, pois além dos sintomas citados, é possível ocorrer sangramento, ocasionalmente choque e conseqüências como a morte.

A dengue não é transmitida de pessoa para pessoa. Seu principal vetor é o mosquito Aedes aegypti que, após um período de 10 a 14 dias, contados depois de picar alguém contaminado, pode transportar o vírus da dengue durante toda a sua vida. O ciclo de transmissão ocorre do seguinte modo: a fêmea do mosquito deposita seus ovos em recipientes com água. Ao saírem dos ovos, as larvas vivem na água por cerca de uma semana. Após este período, transformam-se em mosquitos adultos, prontos para picar as pessoas. O Aedes aegypti procria em velocidade prodigiosa e o mosquito adulto vive em média 45 dias.

Com informações do Ministério da Saúde

Fonte: Notícias MS

quinta-feira, 12 de março de 2009

Anastácio lança ação inovadora de combate à dengue


Secretário Municipal de Saúde, Flávio Silvares reunido com profissionais da saúde

A Prefeitura Municipal de Anastácio, através da Secretaria Municipal de Saúde, realizará nos dias 16 a 27 de março, oficinas de capacitação com os agentes de saúde e os de endemia para a aplicação da ‘ação compartilhada' de combate à dengue.

Todavia, essa ação compartilhada é uma metodologia inovadora criada pela própria Secretaria Municipal de Saúde, e propõe uma integração no combate à dengue, entre os agentes nas atividades de visita domiciliar, inspeção, controle mecânico, controle químico e educação em saúde.

O objetivo do Prefeito Cláudio Valério e do secretário de Saúde, Flávio Silvares Espíndola é aplicar com eficiência a ação compartilhada de combate à dengue.

"Nesse zoneamento compartilhado buscamos mudanças operacionais significativas que irão através da ação dos agentes, produzir e sensibilizar os moradores para juntos combatermos os focos do mosquito da dengue em nossa cidade", salientou Cláudio Valério, prefeito Municipal de Anastácio.

Anastácio é a cidade piloto em implantação e implementação do zoneamento compartilhado. Segundo o secretário de Saúde, Flávio Silvares, "a ação compartilhada corretamente aplicada na cidade, pode fazer com que Anastácio se torne modelo para os demais municípios no combate à dengue".

Fonte: Assessoria de Imprensa da Prefeitura Municipal

terça-feira, 27 de maio de 2008

Além da água parada

Estudo feito por Márcia Lenzi destaca a importância da qualidade da informação sobre prevenção à dengue recebida pela população, que continua conhecendo pouco a doença (Virginia Damas - CCI/ENSP/Fiocruz)
Entrevistas


27/05/2008

Por Washington Castilhos, do Rio de Janeiro

Agência FAPESP – Mais um ano, mais uma epidemia de dengue em diversos estados do país. No Rio de Janeiro, os números têm impressionado, com mais de cem mortes e um total superior a 150 mil casos desde janeiro. Apenas na capital, foram mais de 80 mil casos.

Em São Paulo, a preocupação maior é em relação ao crescimento do número de casos em cidades do interior. Em Mogi-Guaçu, por exemplo, foram confirmados 270 casos no primeiro trimestre do ano, número próximo do total de registros da doença na cidade em todo o ano passado (288 casos). Araraquara teve cerca de mil casos até abril – em todo o ano passado, foram 355.

Enquanto se discutem os motivos que levaram o problema a tamanha dimensão, Márcia de Freitas Lenzi, tecnologista sênior do Departamento de Ciências Biológicas da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) da Fundação Oswaldo Cruz, aponta que culpar a população pela epidemia de dengue é, em parte, uma saída política para justificar a falha no planejamento e execução das ações de controle e assistência.

Em tese de doutorado intitulada As invisibilidades da dengue: um olhar sobre suas representações em uma favela do município do Rio de Janeiro – retratos de uma vulnerabilidade, Márcia analisou a doença a partir do comportamento da população e da qualidade da informação sobre a prevenção a ela oferecida.

A pesquisa para a tese foi desenvolvida junto a um grupo de moradores do Complexo de Favelas de Manguinhos, localizado em uma das regiões da cidade do Rio de Janeiro com maior foco da doença.

Depois de analisar os folhetos distribuídos nas últimas campanhas de combate à dengue e o conhecimento que esses moradores tinham sobre a doença, a pesquisadora constatou que, apesar do conjunto de dados divulgados sobre a endemia, não houve preocupação, por parte dos órgãos governamentais, em saber que informações são mais ou menos conhecidas, como elas são recebidas pelo público e quais as dificuldades para colocá-las em prática ou passá-las adiante.

Embora existam dezenas de pesquisas sobre o vírus e o vetor da dengue, ainda são poucos os estudos comportamentais relacionados à endemia. Em entrevista à Agência FAPESP, a autora do trabalho fala sobre a responsabilidade do governo em gerir informação e educação em saúde e do papel da população no processo de prevenção, e alerta para o uso indevido de medicação.

Agência FAPESP – Quais são as principais causas que podem ser atribuídas por conta de diversos locais do país terem que enfrentar nova epidemia da dengue?
Márcia Lenzi – Existem vários aspectos a serem considerados. A culpabilização da população é, em parte, uma saída política para justificar a falha no planejamento e execução das ações de controle e assistência. Pode-se perceber que existem vários aspectos que dificultam a participação efetiva da população no combate à dengue, como, por exemplo, a falta de informações importantes para compor um cenário realista sobre a doença e também fatores sociais graves, como baixo nível de escolaridade.

Agência FAPESP – Isso foi verificado no local em que a senhora pesquisou, o Complexo de Favelas de Manguinhos?
Márcia Lenzi – A região que investiguei apresenta um índice de analfabetismo de 18%. Ali, o fornecimento de serviços básicos como água e coleta de lixo é ineficiente. Acredito que culpa não é o termo a ser aplicado, mas sim responsabilidade e parceria. Entretanto, para isso, é necessário criar condições possíveis para uma participação efetiva da população nesse processo, por meio de informações bem planejadas e constantemente divulgadas, principalmente no período de baixa incidência. Com isso, seria possível construir um processo educativo, aliado sempre a ações de controle por parte das secretarias municipais.

Agência FAPESP – As informações veiculadas pelas campanhas são sempre centradas no cuidado com os reservatórios domiciliares. Praticamente toda a população sabe que se deve ter cuidado com a água parada, senão o mosquito prolifera. Apesar disso, todos os anos há alta incidência da doença. De que outras informações a população carece?
Márcia Lenzi – Posso citar, como exemplo, a ligação que se faz entre o mosquito e ambientes insalubres ou de mata. As pessoas acreditam que em ambientes limpos não há a reprodução de mosquitos, ou seja, elas pensam que uma casa bem cuidada dificilmente teria Aedes aegypti. A falta do conhecimento sobre o ciclo do mosquito – sua reprodução em água limpa, de larva até o estágio de alado – poderia ajudar a esclarecer esse aspecto. Qualquer grupo sabe de cor as informações veiculadas pelas campanhas, que são centradas no cuidado com reservatórios domiciliares desde 1986, quando ocorreu a primeira epidemia no Rio de Janeiro, causada pelo vírus de tipo 1. Porém, existem subjetividades importantes que precisam ser trabalhadas nas campanhas, para tornar as informações mais efetivas.

Agência FAPESP – Sua pesquisa também destaca a importância do uso correto de medicação.
Márcia Lenzi – Sim. Outro grave problema é a banalização do paracetamol, constantemente citado como ideal para tratamento da dengue e tomado sem prescrição médica, sem conhecimento dos desdobramentos que esse tipo de atitude possa ter. Em relação à febre hemorrágica de dengue, também não existe informação suficiente para a população. Deveria haver, por obrigação, alertas sobre os sintomas de risco, o que poderia salvar vidas. No estudo, a população somente caracteriza a dengue como hemorrágica se houver perda visível de sangue ou hemorragia.

Agência FAPESP – Qual o papel do Estado no processo de informar e educar?
Márcia Lenzi – Não há estudo avaliativo sobre o tema “informação e educação” que componha qualquer ação preventiva relacionada a endemias existentes no Brasil. Na mídia, podemos observar, esporadicamente, campanhas de prevenção à Aids e à dengue, que são as mais veiculadas. Entretanto, não se sabe que tipo de informação vai mais ao encontro das representações que a população tem sobre essas doenças. O Estado tem a obrigação de garantir acesso aos serviços de saúde e à informação, permitindo que o cidadão tenha conhecimentos sobre etiologia, sintomatologia, tratamento e formas de prevenção.

sábado, 3 de maio de 2008

Ministro da Saúde diz que Brasil perdeu guerra contra a dengue

01/05/2008 - 09h13

FÁBIO GUIBU
da Agência Folha, em Maceió


O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou ontem, em Maceió, que o Brasil "perdeu a guerra" contra a dengue nos dez últimos anos e que, agora, terá que conviver com a epidemia da doença por "muitos e muitos anos".

De acordo com Temporão, para 2009, o Ministério da Saúde trabalha com a possibilidade de ocorrer, nas regiões Nordeste, Norte e em parte do Sudeste, situação tão crítica quanto a verificada atualmente no Rio. "Com certeza [a epidemia] não acaba tão cedo", disse o ministro. "É uma questão de muitos e muitos anos que o Brasil vai ter que conviver com a dengue e com essa situação."

"Em 1990, tínhamos 1.700 municípios com a presença do mosquito [Aedes aegypti], hoje, nós temos 4.000", declarou Temporão. "Nós, em dez anos, perdemos a guerra. Agora, vamos ter que trabalhar muito duro, apostando inclusive no surgimento de uma vacina."

Para o ministro, só a descoberta de uma vacina permitirá o controle efetivo da doença no país. "Entre cinco e dez anos é possível que nós tenhamos essa vacina", estimou. "Aí, seria a solução definitiva." Enquanto o medicamento não é descoberto, Temporão disse que o governo trabalhará para "minimizar as mortes e o número de casos".

O ministro também se queixou da suposta falta de empenho da população no combate à dengue. "Está faltando mobilização, levantar a bunda da cadeira e trabalhar", disse ele. O ano eleitoral é outro assunto que o preocupa. "Há um risco de desmobilização por questões políticas", afirmou.

Números

O Ministério da Saúde também divulgou ontem números atualizados sobre a dengue no país. Foram 230.829 casos notificados de janeiro a abril deste ano, ante 258.795 casos no mesmo período de 2007 --uma queda de 10,8%. Na região Nordeste, as notificações de casos cresceram 30,5% no período, de 41.506 para 54.180 casos.

E mais

* Número de mortos por dengue no Estado do Rio chega a 106 neste ano
* Maioria dos brasileiros responsabiliza população e Estado por dengue, mostra pesquisa
* Lula defende cruzada para conscientizar população e evitar nascimento de mosquito da dengue
* Rio inicia campanha contra gripe para idosos a contragosto da prefeitura
* Rio vive pior epidemia de dengue dos últimos 22 anos, diz governo
* Dengue faz turismo cair até 30% no Rio, diz associação.

ACESSE OUTROS BLOGS DO PAINEL DO PAIM, ATRAVÉS DO SEGUINTE ENDEREÇO;

http://paineldopaim.blogspot.com/

quinta-feira, 1 de maio de 2008

EPIDEMIA DE DENGUE ESTÁ SE TORNANDO SISTÊMICA NO PAÍS: EM CERCA DE 4.000 DOS 6.564 MUNICIPIOS BRASILEIROS OS MOSQUITOS ESTÃO GANHANDO A "GUERRA"

01/05/2008 - 09h13

FÁBIO GUIBU
da Agência Folha, em Maceió

Ministro da Saúde diz que Brasil perdeu guerra contra a dengue

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou ontem, em Maceió, que o Brasil "perdeu a guerra" contra a dengue nos dez últimos anos e que, agora, terá que conviver com a epidemia da doença por "muitos e muitos anos".

De acordo com Temporão, para 2009, o Ministério da Saúde trabalha com a possibilidade de ocorrer, nas regiões Nordeste, Norte e em parte do Sudeste, situação tão crítica quanto a verificada atualmente no Rio. "Com certeza [a epidemia] não acaba tão cedo", disse o ministro. "É uma questão de muitos e muitos anos que o Brasil vai ter que conviver com a dengue e com essa situação."

"Em 1990, tínhamos 1.700 municípios com a presença do mosquito [Aedes aegypti], hoje, nós temos 4.000", declarou Temporão. "Nós, em dez anos, perdemos a guerra. Agora, vamos ter que trabalhar muito duro, apostando inclusive no surgimento de uma vacina."

Para o ministro, só a descoberta de uma vacina permitirá o controle efetivo da doença no país. "Entre cinco e dez anos é possível que nós tenhamos essa vacina", estimou. "Aí, seria a solução definitiva." Enquanto o medicamento não é descoberto, Temporão disse que o governo trabalhará para "minimizar as mortes e o número de casos".

O ministro também se queixou da suposta falta de empenho da população no combate à dengue. "Está faltando mobilização, levantar a bunda da cadeira e trabalhar", disse ele. O ano eleitoral é outro assunto que o preocupa. "Há um risco de desmobilização por questões políticas", afirmou.

Números

O Ministério da Saúde também divulgou ontem números atualizados sobre a dengue no país. Foram 230.829 casos notificados de janeiro a abril deste ano, ante 258.795 casos no mesmo período de 2007 --uma queda de 10,8%. Na região Nordeste, as notificações de casos cresceram 30,5% no período, de 41.506 para 54.180 casos.

E mais

* Número de mortos por dengue no Estado do Rio chega a 106 neste ano
* Maioria dos brasileiros responsabiliza população e Estado por dengue, mostra pesquisa
* Lula defende cruzada para conscientizar população e evitar nascimento de mosquito da dengue
* Rio inicia campanha contra gripe para idosos a contragosto da prefeitura
* Rio vive pior epidemia de dengue dos últimos 22 anos, diz governo
* Dengue faz turismo cair até 30% no Rio, diz associação.

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domingo, 27 de abril de 2008

Pesquisador defende pulverização aérea contra a dengue

(Enviada por José Augusto Duque Estrada)

Sábado, 26 de abril de 2008, 11h35 Atualizada às 12h09


A pulverização aérea do inseticida Malathion pode eliminar em 30 dias, "no máximo", os focos do mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegipty. A avaliação é do diretor do Centro Brasileiro de Bioaeronáutica (CBB), Marcos Vilela, ao lembrar que esse serviço vem funcionando no mundo inteiro "há mais de 50 anos".

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Ele citou os casos de países como Hungria e Cuba e estados norte-americanos, como Maryland, Califórnia, Flórida, Nova York e Massachussets, que realizariam pulverizações desse tipo de forma rotineira.

Vilela denunciou que no Brasil haveria uma "pressão medieval contra a aplicação de inseticidas". Agrônomo há 50 anos, ele disse estar sensibilizado com a situação da epidemia de dengue, no estado em especial.

"A alternativa seria a eliminação tanto dos mosquitos adultos, como das larvas. Só que isso é impossível. Com a dimensão que a coisa tomou, nós não temos como atingir todos os depósitos de água da Baixada Fluminense. A única alternativa é a aplicação aérea, que é feita no mundo todo", salientou.

Ele qualificou de falsas as teorias que afirmam que uma pulverização aérea não acabaria com os focos do Aedes aegipty: "É um academismo que não tem sentido." Recordou que em 1975, quando ocorreu uma epidemia de encefalite eqüina transmitida pelo Aedes aegipty em cidades do litoral paulista, a Superintendência de Controle de Endemias de São Paulo (Sucen) conseguiu controlar aquele ciclo com aplicações aéreas de inseticida.

Após três aplicações seguidas do Malathion, contou, 98% dos mosquitos adultos e 90% de larvas são eliminados ao ar livre. Dentro de casa, indicou que a política deve continuar sendo a de evitar criadouros.

Marcos Vilela enfatizou a urgência da adoção de medidas mais enérgicas para combate à dengue: "Existe a possibilidade de essa epidemia não parar. E nós vamos deixar morrer centenas e centenas de pessoas até chamar os americanos para vir pulverizar o Rio de Janeiro, se nós temos toda a tecnologia aqui?", indagou. O estado já totalizaria mais de 100 mil pessoas infectadas.

O agrônomo contou que elaborou o primeiro projeto de aplicação de inseticida via aérea para a capital fluminense em 1987, quando houve a primeira crise de dengue no estado. Desde essa data, acrescentou, procurou o Ministério da Saúde mas ouviu que "isso não funciona, não interessa".

O serviço de pulverização, segundo ele, deveria ser feito pela iniciativa privada, cabendo ao governo a função de fiscalizar. O custo de três aplicações seria de R$ 5 milhões e Vilela informou que oito aviões estão disponíveis nos estados de Mato Grosso e Goiás cada avião poderia fazer 200 aplicações.

O Centro Brasileiro de Bioaeronáutica é uma entidade privada, criada em 1998, que se dedica à promoção de pesquisas, treinamento e consultoria em aviação agrícola.

Agência Brasil

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Dengue no Rio: número de mortes ultrapassa o da epidemia de 2002

22/04/2008 - 19h52
Da Redação
No Rio de Janeiro
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A epidemia de dengue no Rio de Janeiro já é a pior registrada no Estado, em número de mortos, desde 1986, quando os números começaram a ser compilados. Na noite desta terça-feira (22), a Secretaria Estadual de Saúde confirmou 92 mortes pela doença em todo o território fluminense. A marca supera os 91 óbitos da epidemia de 2002, que era a pior até agora. Além das 92 mortes confirmadas, outras 96 ainda estão sob investigação no Rio.

No balanço foram registrados 110.783 casos da doença no Estado. A capital continua sendo a região mais atingida, com 59.044 pessoas infectadas pela doença e 55 mortes confirmadas. O número de óbitos de pessoas com idade inferior a 15 anos chega a 42% do total. Já são 32 as vítimas fatais da dengue hemorrágica, o tipo mais grave da doença.

O município de Angra dos Reis ainda é o que registra o segundo maior número de casos no Estado, com 6.467 moradores contaminados pelo vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. As demais regiões com maior número de doentes são Nova Iguaçu, Campos dos Goytacazes e Duque de Caxias.

Adiamento da campanha de vacinação é negado

O Ministério da Saúde negou o pedido da Secretaria municipal de Saúde para adiar a campanha de vacinação contra a gripe em idosos no Estado do Rio de Janeiro. As datas da campanha permanecem igual ao resto do país, com início no dia 26 de abril e encerramento em 9 de maio.

O objetivo era evitar um grande aumento na procura por atendimento nas unidades hospitalares, já que alguns efeitos colaterais da vacina se assemelham aos sintomas da dengue. Na próxima quinta-feira (24) a Secretaria volta a discutir o assunto para encontrar a melhor solução para o caso.

* do UOL Últimas Notícias